Me considero uma pessoa extremamente precavida quando o assunto é viagem, sempre procuro me antecipar à eventuais problemas que podem acontecer e que geralmente não acontecem, ainda bem.
Mas aconteceu ontem, como vocês sabem eu vim da Inglaterra e ao chegar em Amsterdam não me liguei na mudança de fuso horário, que está uma hora avançada.
Pois bem, o despertador tocou na hora programada e ao chegar na estação para pegar o trem para Rotterdam notei que estava uma hora atrasado na minha programação e que tinha perdido o “tempo de imprevisto”, pois eu geralmente me antecipo em uma hora.
Com o tour marcado para às 12:30, cheguei em Rotterdam às 12:10 e o metrô demoraria mais de 20 minutos, a solução foi pegar um táxi e tentar chegar na hora. Consegui, 12:30 estava no estádio.


O Feyenoord mantém um prédio na frente do estádio, onde está o museu, um restaurante, escritórios além de dois restaurantes que servem exclusivamente de apoio para os camarotes do estádio.


O guia que falava inglês fluentemente estava ocupado com um tour privado, sobrou um senhor que enrolava a língua inglesa, mas tudo bem, com boa vontade e mímica a gente consegue.
A prova da simpatia e do esforço é que ele disse que gostava muito de uma música brasileira, qual? “Ai se eu te pego”, claro.
O museu é muito simples, apenas com algumas camisas, fotos e chuteiras antigas.
Diferentemente dos estádios na Inglaterra, que são encravados em bairros residencias e que não parecem estádios do jeito que estamos acostumados, o “De Kuip” fica em um espaço aberto e é totalmente “acima do solo”.
A sinalização até que existe, mas achei complicada, são feitas com letras e existem muitos portões, além da arquitetura do estádio não ajudar em nada.

Ele não segue uma ordem, se a pessoa der uma volta completa no estádio vai encontrar portas de A (início) até N (fim), só que passa por V e X, por exemplo. A parte de cima tem letras dobradas, tipo “setor DD”.
O estádio possui 40 camarotes e vários “business seats”, a curiosidade é que esses lugares vips têm aquecimento.



Aqui também não tem telão, apenas dois letreiros atrás dos gols.
Vestiário no nível dos que eu encontrei nos outros estádios.


O túnel que leva para o gramado é interessante, com pinturas.

E a surpresa (que eu não tinha visto lá de cima), aqui também tem um fosso, segundo o guia é necessário, recentemente aconteceu uma agressão a um goleiro na Amsterdam Arena.

As arquibancadas centrais da parte de baixo são móveis e as duas primeiras filas tem uma péssima visão, mas só são vendidas em grandes jogos por causa da demanda.

O estádio está muito bem servido de bares e banheiros, aliás, falando em banheiro vejam que excelente idéia, principalmente para shows.



Outra curiosidade: A “Torcida Organizada” tem um lounge, onde é obrigada a ficar durante uma hora após os jogos.
A loja oficial do Feyenoord é pequena e fica em um anexo do estádio, mas também existem lojas funcionando dentro do estádio em dias de jogo.


A sala de imprensa parece mais um restaurante estilo self-service.


Os torcedores dos times visitantes entram por uma entrada totalmente diferente, eles vêm diretamente da estação férrea, por um “corredor” coberto e entram diretamente no estádio, sem passar pelas áreas comuns.


Eu pensava que os ingleses eram os baderneiros oficiais da europa, mas estou começando a mudar de idéia diante de tanta segurança.
Enfim, é um estádio que já foi um dos melhores da Europa e é o recordista em finais de competições européias, 11 vezes, mas que é bastante complicado, são muitas escadas, vigas e letras que podem complicar a pessoa que não está habituada a frequentar.

Mas tudo indica que deverá ter vida curta também, o Feyenoord está estudando projetos para se mudar para uma nova casa até 2018.